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Scooters elétricas e a oportunidade de reduzir emissões

( 10/28/2020 ) Written by: Antonio Hernandez

Os veículos elétricos (VEs) representam uma parcela crescente do mercado automobilístico a cada ano. Nos países em desenvolvimento, no entanto, ainda existem alguns obstáculos para a substituição de motores de combustão interna por motores elétricos.

Os consumidores de muitos países em desenvolvimento demonstraram vontade - até entusiasmo - de comprar veículos elétricos (VEs), porém o alto preço dos carros, locais limitados para carregamento de baterias e inviabilidade de financiamento estão se mostrando as principais barreiras para que isso ocorra. Parte da solução para a adoção mundial de VEs será a fabricação e venda de diferentes modelos - não apenas carros e SUVs. Muitos países, principalmente a China e a Índia, já representam um mercado robusto para veículos elétricos de duas rodas (mais conhecidos como scooters). Scooters são mais baratas para comprar e operar, economizam espaço e são fáceis de estacionar; além disso, seu pequeno tamanho e agilidade os tornam ideais para a locomoção em centros urbanos apertados. Mas, como outros veículos com motores de combustão interna (MCI), as scooters são responsáveis por uma quantidade significativa de poluição do ar. De acordo com um artigo na revista Quartz, "os veículos de duas rodas são responsáveis por cerca de 20% das emissões de CO₂ e 30% das emissões de particulados na Índia".

Expandindo a disponibilidade de scooters elétricas

Um artigo da Bloomberg Quint descreveu o mercado de veículos elétricos como uma pirâmide, com a base sendo veículos de baixa velocidade, como as scooters elétricas. Isso representa uma grande oportunidade para reduzir as emissões de carbono através do uso de scooters elétricas, mas até agora essa oportunidade não foi totalmente explorada. O programa FAME (“Faster Adoption and Manufacturing of (Hybrid &) Electric Vehicles”), na Índia, estava melhorando as taxas de adoção de VE, mas com o lançamento do FAME II em abril de 2019, esse cenário foi modificado. Como explica o artigo da Bloomberg, de acordo com a FAME I, as scooters com velocidade máxima de até 25 km/hora haviam se qualificado para receber incentivos. Já nas diretrizes da FAME II, que é mais focada em veículos de alta velocidade, as scooters devem ter autonomia de 80 km e velocidade máxima de no mínimo 40 km/h.

As scooters, no entanto, são geralmente projetadas para baixas velocidades. E, por terem essa característica, são mais práticas, mais acessíveis e as mais comuns na Índia. As scooters de baixa velocidade representam 95% das scooters elétricas no país, de acordo com o mesmo artigo da Bloomberg. Em janeiro de 2020, um grande fabricante de veículos elétricos adiou o investimento nesse mercado esperando alterações na política do FAME II.

Superando limitações da bateria

Assim como nos carros elétricos, o aprimoramento da tecnologia das baterias ajudará a facilitar a adoção das scooters elétricas. Com seu tamanho pequeno e capacidade de carga limitada, as scooters podem funcionar usando baterias muito menores do que os carros exigem. No entanto, a função da bateria - que afeta diretamente a autonomia de um VE - deve ser otimizada para tornar a tecnologia viável.

Um elemento crucial do design da bateria é o gerenciamento eficaz do calor gerado durante os ciclos de carga e descarga da bateria. Os fabricantes de baterias usam materiais de interface térmica (MITs) para preencher as lacunas entre a bateria e suas placas de resfriamento. Esses substratos têm picos e vales microscópicos que criam rugosidade, retêm o ar e impedem o contato ideal. As tecnologias mais avançadas utilizam gap fillers, resinas geralmente de baixa viscosidade, capazes de preencher as lacunas e promover a dissipação de calor. Os projetos de scooters elétricas que permitem a utilização de gap fillers podem contribuir para a saúde da bateria - o que se traduz em maior vida útil da bateria e desempenho do veículo.

O gerenciamento térmico é especialmente crítico para baterias que enfrentam altas temperaturas ambientes como parte de suas condições operacionais normais. Em climas quentes, como em muitas regiões da Índia, o ar externo é muito quente para contribuir com o resfriamento da bateria; portanto, é importante obter a máxima condutividade térmica no conjunto da bateria.

A substituição de scooters MCI por scooters elétricas pode ter um grande impacto nas emissões de CO2 em um país e nos níveis gerais de poluição, considerando o quão onipresentes são as scooters. Embora existam alguns obstáculos à adoção de scooters elétricas, melhorias técnicas, como no desempenho da bateria, devem ajudar esse mercado a expandir. Entre em contato com um membro de nossa equipe para descobrir como nossos gap fillers e outros materiais de gerenciamento térmico podem beneficiar seu projeto.

SOBRE O AUTOR
Sujeesh Nair

Analista de mercado sênior na LORD Corporation. Lidera e explora as novas oportunidades de negócios na Índia, sendo responsável pelas áreas de vendas e marketing.

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